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Deputada Luciane denuncia violência contra a mulher, no campo e na cidade

Quarta-feira, 5 de julho de 2017, 18h43min

“Nós catarinenses vivemos no quarto estado brasileiro mais violento para as mulheres. Em algumas cidades catarinenses, os feminicídios representaram 40% dos assassinatos cometidos.

Além de escancarar uma realidade brutal, esses números carregam muitas histórias de dor e sofrimento que acontecem todos os dias, dentro de casa e nos espaços públicos, nas nossas cidades e também no campo”, declarou a deputada estadual Luciane Carminatti, que ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para denunciar a violência contra as mulheres em SC, sobretudo a que acontece no meio rural.

“A maior parte das denúncias e dos registros vem das cidades. Da roça, sabemos muito pouco, o que não significa que não ocorram casos de violência, mas que estamos diante de uma realidade silenciada e ainda mais opressora”, destacou a parlamentar.

Coordenadora da bancada feminina da Assembleia Legislativa, Luciane trouxe para a tribuna o relato de mulheres vítimas de violência no meio rural, reunidos em reportagem especial produzida pela jornalista Ângela Bastos, presente no plenário.

“É fundamental conhecer e dar voz a essas histórias. A violência contra as mulheres é um problema social gravíssimo, que deve estar no centro da nossa sociedade.

Para isso, no âmbito da bancada feminina, em parceria com movimentos sociais e coletivos de mulheres, realizaremos a partir de agosto uma série de seminários sobre violência doméstica que percorrerá todas as regiões do estado. Começaremos em Guarujá do Sul, no Oeste, a região que conta com os maiores índices de violência no estado”, esclareceu. 


Além de dar voz e debater sobre a violência com as mulheres, com os seminários também se pretende cobrar ações concretas do poder público.

“Nesse ponto, a execução das políticas públicas previstas no Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres é uma questão central. Santa Catarina assinou o pacto em 2009, mas poucas questões avançaram.

Precisamos construir uma política ampla de enfrentamento e de combate a todas as formas de violência de gênero em nosso estado”, avaliou Luciane. 


Oeste é a região mais violenta para as mulheres: mais um feminicídio em Chapecó


Nesta quarta-feira, mais um caso extremo de violência: uma mulher foi assassinada no próprio apartamento, no centro de Chapecó. 

“Nos últimos dois anos, o Oeste liderou o número de mortes de mulheres em nosso estado. Até quando teremos que conviver com histórias assim? É urgente e fundamental o combate ao machismo enraizado em nossa sociedade, e a construção de políticas públicas e ações que realmente interrompam ciclos de violência doméstica e protejam as mulheres e suas famílias. Não podemos mais conviver com tamanha violência e nem aceitar nenhuma mulher a menos”, defende a parlamentar.