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Comissão externa

Segunda-feira, 4 de maio de 2015, 14h34min

Os deputados catarinenses vão estar reunidos nesta terça-feira (5), no plenário 16 da Câmara dos Deputados, para instalação oficial e para definirem as primeiras ações da comissão externa para acompanhar a situação de emergência de Xanxerê e Ponte Serrada, tendo como coordenador o deputado João Rodrigues (PSD) e o relator o deputado Pedro Uczai (PT). Já está pré-definido que a primeira visita in loco aos dois municípios atingidos pelos tornados do dia 20 de abril, causando uma destruição de mais de 2,6 mil casas danificadas, aproximadamente mil pessoas desabrigadas, cerca de 120 feridos e dois mortos, será no dia 11 de maio.

Segundo o deputado João Rodrigues, a comissão trabalhará para acompanhar todos os investimentos realizados para recuperação das duas cidades e apontar medidas que evitem tamanha destruição. O parlamentar pretende também promover um seminário na região Oeste, ainda em data a ser marcada, reunindo especialistas para discutir o fenômeno meteorológico. “Temos que aprender a lidar com os tornados, já que é um fenômeno comum em Santa Catarina e que pode voltar a ocorrer a qualquer momento no Estado”, destaca.

João Rodrigues também defendeu o trabalho de fiscalização da comissão nos investimentos dos recursos federais na recuperação dos dois municípios e que vai trabalhar para implantação do radar meteorológico no Oeste do Estado e outros equipamentos para prevenir os tornados no Estado. A comissão foi instalada essa semana, a pedido do deputado João Rodrigues e do líder do PSD na Câmara dos Deputados, Rogério Rosso.

Para justificar o requerimento, os deputados citam estudos da Unicamp que aponta, entre 1990 e 2011, ao menos 205 tornados foram registrados no Brasil. Já no 17º Congresso Brasileiro de Meteorologia, realizado em 2012, foram apontados 77 registros de tornados em Santa Catarina em um período de 33 anos (1976/2009). “Por isso, o parlamento brasileiro tem a obrigação de acompanhar de perto esta tragédia e identificar soluções que impeçam novas vítimas em ocorrências futuras”, defende João Rodrigues.